29 Maio, 2010

Indecisão


Alan Cativo (?)

24 Abril, 2010

Acompanhamentos para uma boa noite

















Luciana e Alan Cativo

08 Março, 2010

Sem título


Alan Cativo

28 Fevereiro, 2010

Devaneios gastronômicos


Luciana Cativo
www.matizes.blogspot.com

Rogério, saíram do forno e fotografamos para ti. Lembranças gostosas das noites frias e ótima conversa no El Guatón.

25 Fevereiro, 2010

Home sweet home


Luciana Cativo
www.matizes.blogspot.com

Devaneios gastronômicos


Luciana Cativo
www.matizes.blogspot.com

Biscoitos com chocolate amargo. Depois que o chocolate secou não sobrou um!
Cookies with dark chocolate. Once the chocolate got dried, cookie's gone!

12 Fevereiro, 2010

La Piscina. Verdadeiramente azul...


Luciana Cativo

11 Fevereiro, 2010

Sossego


Luciana Cativo

05 Fevereiro, 2010

A Caneta Arrancada

Um ano depois do final da Segunda Guerra Mundial, eu fazia parte do exército de ocupação em Okinawa. Nos últimos meses houvera uma série de roubos na nossa base. Telas de janelas foram cortadas, objetos de um barracão sumiram, mas estranhamente o ladrão não levara mais que doces e pequenas bugigangas. Em certa ocasião vi pegadas de pés descalços molhados no chão e na mesa de madeira. Era minúsculas e deviam pertencer a uma criança. Sabia-se que pequenos bandos de órgãos percorriam a ilha vivendo do que podiam encontrar, levando qualquer coisa que não estivesse trancada.

Mas então minha estimada caneta-tinteiro Waterman desapareceu. Aquilo estava indo longe demais.

Certa manhã escolhemos um homem do campo de prisioneiros para fazer o serviço. Eu o vira várias vezes antes. Era calmo, bonito, aprumado, ouvia com atenção. Ao olhá-lo eu imaginava que qualquer tivesse sido seu posto no exército japonês, possivelmente um oficial, ele desempenha bem suas funções. E agora lá estava minha caneta Waterman presa no bolso do digno japonês.

Não pude acreditar que ele fosse capaz de roubar. Em geral eu sabia avaliar o caráter das pessoas e aquele homem me parecera confiável. Mas eu devia estar enganado daquela vez. Afinal, ele estava com minha caneta e vinha trabalhando em nossa área havia dias. Decidi agir com base em minhas suspeitas e ignorar a simpatia que sentia por ele. Apontei para a caneta e estendi a mão.

Ele recuou surpreso. Toquei na caneta e pedi de novo com um gesto de que ele a entregasse. O japonês sacudiu a cabeça. Parecia levemente assustado e totalmente sincero. Mas eu não ia me deixar enrolar. Amarrei a cara e insisti. Por fim, ele me deu a caneta, mas com grande tristeza, desapontado. Afinal, o que pode um prisioneiro fazer se um representante do exército vencedor lhe dá uma ordem? A recusa a obedecer já provocara castigos e ele já deveria ter tido uma dose daquele tipo de coisa.

Ele não voltou na manhã seguinte e nunca mais o vi.

Três semanas depois encontrei minha caneta no barracão. Fiquei horrorizado com a atrocidade que cometera. Conhecia a dor de ser vítima, de ser injustamente passado para trás, de ver uma confiança ser morta a sangue-frio. Como eu poderia ter cometido aquele erro? Ambas as canetas eram verdes com listras douradas, mas em uma delas as listras eram verticais, na outra, horizontais. Para tornar as coisas piores, eu sabia como deveria ter sido muito mais difícil para aquele homem do que para mim conseguir um artigo americano tão valorizado como a caneta Waterman.

Agora, cinquenta anos depois, não tenho mais nenhuma daquelas canetas. Mas gostaria de encontrar o homem para pedir-lhe desculpas.

Robert M. Rock
Santa Rosa, Califórnia.

Originalmente publicado no livro "True Tales of American Life", editado por Paul Auster.

Alan Cativo

31 Janeiro, 2010

Namoro


Luciana Cativo

27 Janeiro, 2010

Caracas


Luciana Cativo

21 Janeiro, 2010

Frida


Luciana Cativo

18 Janeiro, 2010

Haute cuisine








Alan Cativo

29 Dezembro, 2009

Feliz 2010 do Matizes

18 Setembro, 2009

Travessia




Alan Cativo

27 Agosto, 2009

Hoje, 27 de agosto, completamos 5 anos de Matizes.

15 Agosto, 2009

Travessia




Alan Cativo

15 Julho, 2009

Travessia




Alan Cativo

05 Julho, 2009

Idalina e Alexandre. Grávidos, parabéns!


Luciana Cativo

27 Junho, 2009

Charlie, o matador de árvores

Esta é a história descrita pelo meu amigo Bruce a respeito de seu grande tio Charlie. Chamamos a ele de Charlie, o matador de árvores. Quando menino, Bruce passava muitos feriados com ele, um bem-sucedido fazendeiro, e sua esposa. Juntos criaram um belo lar e uma família feliz.

Quando jovem, Charlie plantou em torno da sua propriedade uma cerca de árvores, as quais regou cuidadosamente nos verões secos bem como limpou o terreno em volta dos seus troncos nas primaveras e nos outonos, para desestimular os ataques dos ratos-do-mato contra suas casas macias.

Quando Bruce conheceu tio Charlie, as árvores já estavam altas e tinham troncos retos, exibindo espalhafatosas grinaldas de folhas no verão. No inverno eram companheiras dignas e vestidas com descrição conservadora.

Mas algo a aconteceu ao tio Charlie quando ficou idoso. As árvores de outrora foram seu orgulho e alegria se tornaram uma fonte de irritação. Ele reclamava que elas iriam sobreviver a ele e ele não suportava isso, por Deus. Quando Bruce descrevia estas cenas seu rosto se enchia de emoção e eu era capaz de imaginar tio Charlie afiando seu chamado e se arrastando na manhã gelada.

Em poucas semanas várias árvores foram abatidas. Os cadáveres jaziam em uma formação chocante com as cabeças e ombros virados para longe de casa. A esposa de Charlie ficou desesperada e passava os dias em uma fazenda vizinha. Ela não podia suportar a visão de Charlie perturbado ou escutar o barulho do machado ou o gemido das árvores enquanto balançavam a cada golpe antes de perderem o equilíbrio e despencarem no chão.

Uma noite ao voltar para casa, ela encontrou tudo às escuras. Charlie não estava em sua cadeira. Ele o encontrou caído do lado de fora com a cabeça esmagada pelo peso de uma árvore que havia tombado sobre ele.

Amigos que moravam a quilômetros de distância foram ao velório. Pouco depois, a mulher de Charlie mudou-se para a cidade. Vizinhos levaram os troncos até as serrarias e os transformaram em lenha. A fazenda foi vendida. Nada resta de Charlie senão troncos cortados pelo chão agora cobertos de vegetação, além de uma dúzia de árvores sobreviventes cujos galhos se espalharam desde então - de tal maneira que a casa permanece fresca no verão.

Frank Young
State Island, Nova Iorque.

Originalmente publicado em "True Tales of American Life", editado por Paul Auster.

Alan Cativo


09 Maio, 2009

Paisagem


Alan Cativo


Alan Cativo

18 Abril, 2009

10 anos


Alan Cativo

03 Março, 2009

Cardápio












Rogério Trajano

20 Fevereiro, 2009

Estudo de Nu Feminino 2


Rogério Trajano

Rogério Trajano

Rogério Trajano

Rogério Trajano

Rogério Trajano

12 Fevereiro, 2009

Contos

Antes de vir para nossa escola, ele era campeão mundial de judô. Aos 28 anos, no auge da forma, abandonou as competições e veio prazerosamente ensinar no curso secundário: e não era apenas isso que sabíamos dele.

Logo cedo, ele entrava na sala com um grande sorriso nos lábios. Lábios bonitos que dividiam a atenção com o corpo de músculos torneados e pele queimada do sol. Vestindo jeans, camiseta estampada e usando óculos escuros, era a representação da jovialidade não menos responsável que a profissão, que tanto lhe dava prazer, exigia.

– Bom dia flores do dia! – Era assim, delicadamente bem humorado o cumprimento que recebíamos logo que nos via por perto.

Era realmente exaustivo para mim – e outras tantas adolescentes da escola – voltar à atenção apenas para a aula. Procurando não chegar tarde na sala, responder imediatamente as questões e sorrir, sorrir muito sempre que surgia uma oportunidade, foi a maneira que encontrei de chamar sua atenção. Em vão ou não, me tornei a primeira aluna da classe. Descobri-me apaixonada por ele logo no início do ano. E era amor, adolescentemente intenso, incontrolável e platônico. Platônico. Nem pensar. Em minha inexperiência, para não dizer inexistente vida amorosa, sonhava que aquela condição era apenas para não levantar suspeitas de que ele era perdidamente apaixonado por mim.

Os dias, semanas e meses passaram. Nem uma flor, nem um carinho recebi. Minha lunática paixão já esmorecia. Até que no último dia de aula, para se despedir dos alunos, ele cantou uma canção. Suave, romântica e sem desafinar. Foi a maneira que encontrou para dizer adeus. Hipnotizada pela melodia até hoje, não sei ao certo se era amor ou o fato de eu sentar na primeira carteira, mas ele cantou quase toda a música olhando para mim.

Luciana Cativo